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Banca de Defesa de Mestrado - PAULO HENRIQUE PADILHA AVENDANO

Última atualização em Quarta, 27 de Maio de 2026, 19h39 | Acessos: 123

A INDÚSTRIA MOVELEIRA NO RIO GRANDE DO SUL E OS DESAFIOS DA SUSTENTABILIDADE: Inovação e práticas
  Mestrando: PAULO HENRIQUE PADILHA AVENDANO
  Orientação: Dr. CLÁUDIO VINÍCIUS SILVA FARIAS  
  Coorientação: Dra. PRISCILA WACHS

 

 

 

A banca acontecerá dia 03/06/2026, 10h00, por videoconferência

Resumo:
 

Considerando que o Brasil está entre os 10 maiores produtores de móveis na posição global, a indústria moveleira do Rio Grande do Sul desempenha um papel socioeconômico relevante na economia nacional e, sobretudo, regional, contudo, enfrenta muitos desafios na transição para modelos de produção sustentáveis, especialmente no segmento das Pequenas e Médias Empresas (PMEs). Este estudo objetivou analisar as melhores práticas de produção sustentável aplicáveis a esse recorte, integrando uma abordagem teórica, tecnológica e empírica. A metodologia, de natureza qualitativa e aplicada, estruturou-se em três etapas: revisão bibliográfica sistemática; prospecção tecnológica em bases de patentes; entrevistas semiestruturadas com atores-chave do setor. Foram filtrados 104 artigos científicos e 26 artigos foram analisados em profundidade. Já os resultados da prospecção tecnológica, que analisou 49 patentes no interregno de 20 anos, revelaram um cenário de inovação fortemente direcionado à otimização de processos e sistemas de fabricação (42,9% das patentes concentradas na Produção de Móveis), com a classe IPC B27N (Fabricação de artigos a partir de material lignocelulósico) sendo a mais recorrente, confirmando o protagonismo dos painéis reconstituídos. A predominância de patentes de origem brasileira (81,6%) sublinha um cenário interno na busca por soluções adaptadas ao contexto nacional. Empiricamente, as entrevistas evidenciaram que a inovação nas PMEs gaúchas transcende a aquisição de maquinário complexo, residindo em inovações incrementais de baixo custo e na superação de barreiras culturais e gerenciais. A sustentabilidade econômica, por exemplo, não se mostrou um conceito abstrato, mas uma estratégia de sobrevivência, ilustrada pela redução de desperdícios (Entrevistado 2) e de consumo de energia (Entrevistado 3) e eficiência na manufatura através de práticas simples (Entrevistado 5). Um achado de alto impacto abordados em 80% dos entrevistados de alguma forma, foi a relevância da dimensão social da sustentabilidade, onde a inclusão de perfis demográficos específicos — como a expressiva mão de obra feminina (até 70% em certas regiões) e trabalhadores seniores (acima de 55 anos) — atua como vetor direto de produtividade e estabilidade operacional, reduzindo a rotatividade e aumentando o zelo. Na dimensão ambiental, observou-se um paradoxo: as PMEs já adotam práticas adequadas, mas falham em comunicá-las (Entrevistado 1), perdendo um diferencial de mercado. A vantagem natural do Pinus no Brasil (Entrevistado 2) e a necessidade de tecnologias de reaproveitamento de resíduos, como o MDF, foram destacadas, ainda que a reciclagem encontrada na prospecção tecnológica seja emergente. Ademais, identificou-se que a desarticulação geográfica, exemplificada pela migração de empresas da capital Porto Alegre/RS para outros polos (Entrevistado 1 e 3), enfraqueceu a força setorial e a capacidade de investimento em P&D regional.  A dependência de redes sociais para informação tecnológica (Entrevistado 3), promoção das PMEs e a carência de ferramentas de gestão simples (Entrevistado 4), enfatizam a necessidade de reposicionamento dos gestores das PMEs. Como produto final, apresenta-se um relatório técnico que buscou sistematizar os achados em tecnologias e práticas sustentáveis compatíveis com a realidade das PMEs, servindo como ferramenta informacional e oportunidade de transferência tecnológica e fortalecimento institucional para o setor moveleiro.

Palavras-chave: Indústria moveleira; Sustentabilidade; Tecnologias sustentáveis; Produção mais limpa; Inovação; Pequenas empresas

Banca: 

Presidente - Dr. CLAUDIO VINICIUS SILVA FARIAS - IFRS
Interna - Dra. VERA LUCIA MILANI MARTINS - IFRS
Externa à Instituição - Dra. GLORIA MARIA MARINHO SILVA - IFCE
Externa à Instituição - Bel. CRISTIANE GASPERIN

 

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